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Vale a pena? Sonic Frontiers vai de “meme” a aposta certa na franquia em uma única corrida

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Quem poderia imaginar que daquele anúncio bizarro de Sonic Frontiers, com gameplay “sério” e mundo aberto, surgisse um jogo minimamente interessante? Pois não é que ele conseguiu cativar muitos jogadores por aí, inclusive, fãs do Sonic?

O grande problema é o fã?

Não sei se sabiam disso, mas o grande hater do Sonic é o próprio fã do Sonic. Controverso? Talvez, mas dá para entender um mínimo da paixão desenfreada dessa galera que não consegue gostar de um único lançamento do ouriço – a não ser que seja o aclamado Sonic Mania.

Sonic está sozinho em busca dos seus amigos no novo game

Mas dessa vez o meme veio pronto. O primeiro vídeo de Sonic Frontiers era, no mínimo, bizarro. Ninguém perdoou, e com certa razão. Os únicos que defendiam o game foram os poucos que conseguiram experimentar de antemão. E ficava a dúvida se era uma opinião de verdade ou só aquela famosa passada de pano.

Com o game em mãos, é preciso retificar algumas opiniões infundadas que tive no passado. E não é que o jogo é legal mesmo?! Isso vindo de alguém que não gosta muito dos jogos tradicionais do mascote da Sega, mas que se divertiu bastante com Sonic Generations (é legal, vai!), pode soar como uma opinião infundada, mas vem comigo que Sonic Frontiers tem seus méritos.

Corrida de mundo aberto

O conceito de um Sonic de mundo aberto não é novidade na franquia. No entanto, há um certo ineditismo na forma como Frontiers foi executado. Um mundão para ser explorado, sem paredes ou corredores, com trilhos no meio do céu e muitos elementos de traslado escondidos entre moitas ou caixas vazias.

Só mais um gigante para derrubar no soco

Em comparação com Sonic (2006) ou o próprio Sonic Adventure 2, os cenários são extremamente vazios e melancólicos. A trilha sonora de fundo ajuda na missão de isolar o ouriço de tudo que pode fazê-lo mais descolado.

É um pouco estranho, porque temos tudo lá, em tamanho gigantesco e parece que nada foi aproveitado direito. O conceito minimalista de ambientação não conecta da forma que imaginamos, mas dá uma liberdade absurda para Sonic acelerar e correr livremente pela paisagem, sem obstáculos.

Lutas épicas

Uma das novidades mais impressionantes de Sonic Frontiers são os monstros que vão estar pelo caminho do ouriço. Muitas vezes gigantescos, esses monstros são extremamente ameaçadores vistos no horizonte (eles são gigantes, já mencionei isso?). Quer dizer, são assustadores até o momento que os enfrentamos de verdade. E de novo, e de novo…

Um dos maiores problemas de Frontiers é esse desespero que nos pega de surpresa ao encontrarmos adversários que parecem formidáveis, mas que não passam de meras buchas de canhão, repetedios à exaustão durante as horas e horas de jogatina.

Terminar a fase no menor tempo possível é essencial

E são ideias fantásticas, de verdade. Coisa de filme de Hollywood, até melhor em alguns casos. O que incomoda é a falta de carisma desses adversários e a repetição. Deveriam ser poupados para os momentos mais importantes do game, e não serem jogados no mapa de qualquer jeito.

Sonic clássico

Dentro desse mundo aberto de Sonic Frontiers também há espaço para uma jogatina mais tradicional, rápida e voltada para o desafio de conquistar o melhor tempo, entre outras coisas. As fases de portal são acionadas com as engrenagens que coletamos de inimigos mais fortes.

Esses mundos seguem mais o estilo clássico do Sonic moderno. Como assim? Com cenários de alta velocidade, uma câmera mais voltada para o desafio de pista (com reviravoltas durante o percurso) e missões secundárias que precisam ser cumpridas no menor tempo possível.

Cada uma dessas missões concede a Sonic uma chave especial. Elas funcionam como moedas de troca para as Esmeraldas do Caos. E como bem sabemos, precisamos coletar todas.

As fases rápidas de Frontiers são divertidas, porém, rápidas demais. Com tempo máximo de execução de um minuto (mais ou menos), a impressão que dá é a de que poderiam ter aproveitado muito melhor aquele estilo de jogo e incorporado à exploração também. Do jeito que estão colocadas no game, não passam de minigames interessantes.

Sonic Frontiers é um bom Sonic. Funciona como um jogo de ação, tem a sua própria dose de exploração e algumas repetições – nenhum jogo escapa disso quando a ideia disso é aumentar um pouco o tempo de jogo do usuário. Ainda não é o Sonic Mania que o povo clama, mas carrega seu mérito por ser diferente.

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